Goiás recebe mais de 8,5 mil tubetes de insulina glargina para pacientes do SUS
Medicamento mais moderno substituirá gradualmente a insulina NPH para crianças, adolescentes e idosos com diabetes; distribuição já começou em todo o país.
O estado de Goiás recebeu 8.585 tubetes de insulina glargina e 2.346 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento, como parte da nova estratégia do Ministério da Saúde para modernizar o tratamento do diabetes na rede pública. A distribuição faz parte da transição gradual da insulina NPH para a glargina no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em todo o Brasil, o Ministério da Saúde já encaminhou cerca de 383 mil tubetes do medicamento aos estados. A previsão é que toda a distribuição seja concluída até o fim deste mês.
A insulina glargina é considerada um medicamento de ação prolongada e oferece maior estabilidade no controle da glicemia. Diferentemente da insulina NPH, que pode exigir duas ou até três aplicações diárias, a glargina normalmente necessita de apenas uma aplicação por dia, proporcionando mais praticidade, conforto e segurança aos pacientes.
O novo tratamento será destinado, inicialmente, a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A substituição dependerá de avaliação clínica e prescrição médica.
Segundo o Ministério da Saúde, além de reduzir o número de aplicações, a insulina glargina diminui o risco de episódios de hipoglicemia, melhora a adesão ao tratamento e contribui para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.
Como obter o medicamento
Os pacientes que se enquadram nos critérios devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, levando a receita médica devidamente emitida e carimbada. Pais, responsáveis e cuidadores também poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina para pacientes elegíveis.
Durante o atendimento, uma equipe multiprofissional fará a avaliação clínica e orientará sobre a técnica correta de aplicação, armazenamento do medicamento e demais cuidados necessários. Além dos tubetes de insulina, o paciente receberá gratuitamente uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de até três anos, e as agulhas necessárias para o tratamento.
Produção nacional fortalece o SUS
A adoção da insulina glargina faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), iniciativa que busca ampliar a produção nacional de medicamentos estratégicos, reduzir a dependência de importações e garantir maior segurança no abastecimento do SUS.
O diabetes é uma das doenças crônicas mais prevalentes no Brasil e exige acompanhamento contínuo para evitar complicações graves, como problemas cardiovasculares, insuficiência renal, perda da visão e amputações. Especialistas destacam que o acesso a medicamentos mais modernos representa um avanço importante na assistência oferecida pelo sistema público de saúde.
*Com informações da Assessoria de comuncação do ministério da saúde
