Banner Governo
DestaqueEntretenimento

Do som automotivo às telas do cinema: documentário conta a história do eletrofunk de Goiás

Dirigido por João Lucas Ribeiro e Iuri Moreno, longa-metragem resgata a história do gênero musical que nasceu nas periferias de Goiás e conquistou o Brasil.

O eletrofunk, ritmo que nasceu da cultura do som automotivo em Goiás e ganhou espaço nas plataformas digitais e nos grandes palcos do país, será o protagonista de uma produção cinematográfica dedicada a contar sua história. O documentário “A Tropa de Goiânia!” estreia nos cinemas goianos no dia 12 de novembro, com a proposta de revelar os bastidores, os personagens e a trajetória de um movimento musical que se tornou uma das expressões da cultura popular do estado.

Dirigido por João Lucas Ribeiro e Iuri Moreno, o longa-metragem tem 70 minutos de duração e acompanha a transformação do eletrofunk, que surgiu nas periferias de Goiânia e passou a conquistar públicos de diferentes regiões do Brasil.

O trailer do filme já está disponível no perfil oficial da produção no Instagram: instagram.com/atropadegoiania.

Das periferias goianas para o cenário nacional

A produção busca registrar a história do eletrofunk a partir de quem ajudou a construir o movimento. O gênero combina elementos da música eletrônica, especialmente do house, com as batidas e a identidade do funk, tendo na cultura do som automotivo uma de suas principais bases.

Um dos destaques do documentário é a participação da Abelvolks, empresa do segmento de som automotivo fundada em 1967 e apontada como uma das referências nacionais do setor. As festas promovidas pela marca contribuíram para popularizar essa cultura em Goiás e ajudaram a criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do gênero.

O filme também apresenta os caminhos percorridos por DJs, MCs, produtores musicais e empresários que participaram da consolidação do eletrofunk, mostrando como uma manifestação cultural inicialmente ligada às periferias passou a ocupar espaços de maior visibilidade.

Para o diretor Iuri Moreno, contar essa história representa uma oportunidade de valorizar a produção cultural goiana e dar protagonismo às pessoas que construíram o movimento.

Segundo ele, a realização do longa também demonstra a importância das políticas públicas de incentivo ao audiovisual. O projeto foi viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, permitindo que profissionais do próprio estado participassem da produção.

João Lucas Ribeiro, por sua vez, destaca a força do eletrofunk como uma expressão musical genuinamente goiana, com potencial para representar a identidade cultural de Goiás em outras partes do país.

Artistas e bastidores da cena musical

O documentário reúne depoimentos de artistas que ajudaram a popularizar o gênero, além de imagens dos bastidores de grandes eventos e registros da dinâmica que movimenta a cena do eletrofunk.

Entre os participantes estão Dan Better, DJ Brenno Paixão, DJ Fabrício Rodrigues, DJ Índia, DJ Jiraya Uai, DJ Junim Dantes, DJ Low, DJ Tubas, DJ Vinícius Cavalcante, Maaju, MC Jacaré, MC Lozin e Wam Baster.

Também participam o produtor musical Nadir Netto e os empresários Glauber Silva e Silvibel Silva, ligados à Abelvolks, além de Santiago Maia, da Sam Music.

A presença desses personagens ajuda a construir um panorama do movimento, reunindo diferentes experiências e perspectivas sobre o desenvolvimento do eletrofunk e sua relação com a cultura popular goiana.

A pandemia impulsionou a popularização do eletrofunk

Embora suas raízes estejam ligadas à cultura do som automotivo e às festas realizadas em Goiás, o eletrofunk ganhou ainda mais projeção durante a pandemia de Covid-19.

Um dos marcos desse processo foi o lançamento do álbum 22 Eletro Funk Especial de Quarentena, do DJ Wam Baster, que contribuiu para ampliar a circulação do gênero em um período no qual as apresentações presenciais estavam limitadas.

Em 2023, a Assembleia Legislativa de Goiás realizou uma sessão solene em homenagem a DJs e produtores da cena, em um movimento de reconhecimento institucional dessa manifestação cultural.

Desde então, o eletrofunk tem ampliado sua presença no mercado musical, impulsionado pelas redes sociais, pelas plataformas de streaming e pela popularidade de artistas que levam a sonoridade goiana a públicos cada vez maiores.

Um dos exemplos é MC Jacaré, que, segundo os números apresentados no material de divulgação do filme, reúne cerca de 15 milhões de ouvintes mensais no Spotify e 3,1 milhões de seguidores no Instagram. Artistas do gênero também já realizaram apresentações em países como Inglaterra, Portugal e Estados Unidos.

Produção audiovisual feita em Goiás

“A Tropa de Goiânia!” é distribuído pela Caolha Filmes, que também assina a produção em parceria com a Fósforo Cultural e a Matuta Produções.

A direção reúne profissionais com trajetórias ligadas à música, à produção cultural e ao cinema.

João Lucas Ribeiro é produtor cultural, radialista, músico e fundador do coletivo Fósforo Cultural. Com mais de duas décadas de atuação na cena musical brasileira, idealizou festivais como Vaca Amarela, La Bomba Latina e Grito Rock. Formado em Jornalismo, também atua na produção audiovisual e na Rádio MOOV FM. O documentário marca sua estreia na direção de um longa-metragem.

Iuri Moreno é sócio da Caolha Filmes, onde trabalha como diretor, roteirista e produtor executivo. Em 2023, recebeu o troféu Grande Otelo, concedido pela Academia Brasileira de Cinema, pelo curta-metragem “A Menina Atrás do Espelho”. Seus trabalhos também acumulam participação em festivais de cinema no Brasil e no exterior. Ele é um dos idealizadores do festival de animação Lanterna Mágica e possui formação complementar em cinema, produção executiva e roteiro.

Um registro da identidade cultural goiana

Mais do que acompanhar a trajetória de um gênero musical, “A Tropa de Goiânia!” pretende documentar uma transformação cultural: a passagem de um movimento ligado às periferias e aos encontros de som automotivo para um fenômeno que alcança grandes públicos e ultrapassa as fronteiras brasileiras.

Ao reunir artistas, produtores e empresários que participaram dessa história, o filme coloca em evidência a contribuição de Goiás para a música popular contemporânea e registra uma cena que encontrou nas novas tecnologias e nas plataformas digitais caminhos para ampliar seu alcance.

A estreia está prevista para 12 de novembro, nos cinemas de Goiás. A produção já disponibilizou o trailer nas redes sociais e aposta na força do eletrofunk para levar às telas uma história construída ao longo de décadas, entre graves potentes, festas populares e a criatividade da periferia goiana.

*Com informações da Assessoria de Imprensa.

João Alberto

Jornalista: DRT 08505/DF. Radialista, Escritor e Poeta


Deprecated: file_exists(): Passing null to parameter #1 ($filename) of type string is deprecated in /home/aultimaf/public_html/wp-includes/comment-template.php on line 1617

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *