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Caiado rebate Lula sobre terras raras em defesa de autonomia estadual

Presidente classifica como ilegal memorando firmado por Goiás com empresas estrangeiras, enquanto Caiado defende autonomia estadual, atração de investimentos e desenvolvimento tecnológico no setor mineral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quarta-feira (8), o acordo firmado pelo governo de Goiás com empresas estrangeiras para exploração de terras raras. Em entrevista ao canal ICL, também publicada em seu perfil oficial no YouTube, Lula classificou como “ilegal” a negociação e afirmou que a iniciativa invade competências da União.

A declaração provocou reação imediata do governador Ronaldo Caiado (PSD), que rebateu as críticas e defendeu a legalidade do memorando de intenções assinado pelo Estado.

O que disse Lula

Durante a entrevista, Lula destacou o papel estratégico das terras raras, conjunto de minerais essenciais para a produção de tecnologias como baterias de carros elétricos, chips e equipamentos digitais.

“Tudo que é digital hoje necessita de terras raras”, afirmou o presidente, ao ressaltar que o Brasil possui grande potencial ainda pouco explorado. Segundo ele, apenas cerca de 30% do território nacional foi pesquisado, mas já coloca o país entre os principais detentores desses recursos no mundo. Ao comentar o acordo em Goiás, Lula foi enfático ao criticar a atuação do governo estadual:

É uma vergonha o que o Caiado fez em Goiás, fazendo concessão de coisa que ele não pode fazer porque é da União.”

O presidente também criticou a exportação de matéria-prima sem valor agregado, comparando a prática à entrega de riquezas nacionais a outros países e defendendo a industrialização interna como estratégia de desenvolvimento.

A resposta de Caiado

Em resposta às críticas, o governador Ronaldo Caiado afirmou em entrevista ao Metrópoles, que o presidente está “mal assessorado” e desconhece os limites constitucionais da atuação dos estados.

Segundo Caiado, Goiás não invadiu competências da União, mas exerceu o chamado “direito concorrente”, previsto na Constituição, que permite aos estados atuar no planejamento econômico, na pesquisa e no desenvolvimento tecnológico de seus territórios:

Em momento algum o Estado de Goiás se propôs a editar um novo Código Mineral. O que fizemos foi exercer aquilo que a Constituição garante aos estados.

O governador destacou que a iniciativa busca justamente superar um modelo que ele considera ultrapassado: a exportação de matéria-prima sem processamento. De acordo com ele, atualmente as terras raras produzidas em Goiás são enviadas principalmente à China, que detém a tecnologia para separação dos minerais.

Com informações do Diário de Goiás

João Alberto

Jornalista: DRT 08505/DF. Radialista, Escritor e Poeta


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