Petrobras expõe pressão de Lula para aparelhar politicamente a estatal
Diretor foi demitido após o presidente da República revelar ter dado uma ordem para que a estatal ignorasse o mercado e não mexesse no preço do gás de cozinha
Lula, nos últimos dias, declarou guerra ao comando da estatal. Para não pedir a cabeça da presidente, Magda Chambriard, que ele próprio nomeou, fez de conta que a dirigente nada tinha a ver com as medidas que o deixaram contrariado — como se isso fosse possível — e que o leilão de gás, com ágio de mais de 100%, seria bandidagem e cretinice.
Lula criou um programa para buscar votos de eleitores que precisam de gás de cozinha barato e outros benefícios do governo. A escalada do preço do botijão e dos combustíveis, na esteira da guerra, vem arruinando os planos eleitorais do petista.
As pesquisas mostram que Lula não consegue converter em votos o valor investido em medidas populistas. É no meio desse drama eleitoral de Lula que está a Petrobras.
A decisão da estatal envolvendo leilões de combustível e de gás, segundo interlocutores do Conselho de Administração, foi tomada de forma técnica, seguindo princípios de mercado e em sintonia com a preocupação da empresa, que precisa pensar no negócio e não no projeto eleitoral do presidente da República de turno.
O petista não explicou o que leva um presidente da República a fazer acusações tão graves contra executivos de uma estatal. Também não deu detalhes se, uma vez sabendo da “bandidagem”, pediu investigação da Polícia Federal.
*Com informações da Veja
