PF apura entrada de bagagens sem inspeção em voo com Hugo Motta
Caso envolve aeronave privada que trouxe parlamentares do Caribe. Presidente da Câmara afirma ter seguido protocolos legais
A Polícia Federal investiga a liberação de bagagens sem inspeção por raio-X em um voo particular que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira. O caso envolve a entrada de cinco malas no país sem fiscalização eletrônica em um aeroporto executivo do interior paulista e está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), diante da presença de autoridades com foro privilegiado.
O episódio ocorreu em abril de 2024, quando cinco volumes teriam ingressado no país sem passar pelo procedimento padrão de inspeção por raio-X.
Segundo informações reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo, o voo havia partido da ilha de São Martinho, no Caribe, destino frequentemente associado a operações financeiras internacionais. A aeronave transportava, além de Hugo Motta e Ciro Nogueira, outros parlamentares federais que constavam na lista oficial de passageiros.
O inquérito busca esclarecer se houve facilitação indevida para a entrada das malas sem fiscalização alfandegária adequada. Entre os possíveis crimes analisados estão prevaricação e favorecimento ao contrabando ou descaminho.
A investigação ganhou dimensão federal após o Ministério Público apontar a necessidade de envio do caso ao STF, devido ao eventual envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro. O processo segue sob sigilo e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A aeronave pertence a um empresário ligado ao setor de apostas online, fato que também passou a integrar o contexto das apurações. A PF tenta identificar se os passageiros tinham conhecimento ou participação em eventuais irregularidades relacionadas à entrada das bagagens no Brasil.
