Eli Borges acelera na reta final e busca consolidar espaço como representante da direita no Tocantins
Candidato do Republicanos cresceu 6,5 pontos na última Paraná Pesquisas e aposta na identificação com pautas conservadoras para conquistar uma das duas vagas ao Senado
A reta final da eleição para o Senado no Tocantins ganhou um novo componente: o crescimento de Eli Borges. O deputado federal e candidato do Republicanos aparece na quarta posição na rodada mais recente do Paraná Pesquisas, com 21,4% das intenções de voto, mas foi quem apresentou o maior crescimento entre os principais candidatos na comparação com o levantamento anterior.
Na pesquisa realizada entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, Eli Borges passou de 14,9% para 21,4%, uma alta de 6,5 pontos percentuais. Eduardo Gomes aparece com 37%, Alexandre Guimarães com 26,1% e Carlos Gaguim com 24,4%.
O levantamento foi contratado pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO), ouviu 1.504 eleitores em 73 municípios e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número TO-02116/2026. A margem de erro estimada é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais.
Mais do que o número da urna
A campanha de Eli Borges procura colocar no centro da disputa uma questão que vai além do número utilizado na urna.
Para o candidato, ser de direita não é simplesmente estar filiado a determinado partido ou utilizar determinada identificação eleitoral. A argumentação apresentada por sua campanha é que o posicionamento político deve ser observado principalmente pela atuação parlamentar, pelos votos e pelas pautas defendidas ao longo da trajetória política.
É nesse ponto que Eli procura apresentar seu histórico como deputado federal como parte fundamental de sua candidatura ao Senado.
O candidato se identifica publicamente com a direita e com pautas conservadoras, entre elas defesa da família, liberdade religiosa e valores cristãos. Também declarou apoio a Flávio Bolsonaro, reforçando sua proximidade com o campo político bolsonarista.
Essa identificação é utilizada pela campanha para tentar responder a uma pergunta que ganha importância entre os eleitores conservadores do Tocantins: quem efetivamente representa esse campo político no Senado?
A disputa pela identidade da direita
A eleição para o Senado tem uma característica diferente da disputa para cargos em que o eleitor escolhe apenas um nome. Em 2026, cada eleitor tocantinense poderá votar em dois candidatos ao Senado, e os dois mais votados ocuparão as vagas disponíveis.
Isso torna a disputa particularmente aberta a diferentes combinações de voto.
Nesse cenário, Eli Borges tenta ocupar o espaço de candidato identificado diretamente com a direita tocantinense.
A estratégia passa pela apresentação de sua atuação política, pelo discurso conservador e pela aproximação com segmentos que compartilham dessas posições, incluindo lideranças políticas e setores ligados ao agronegócio.
A campanha também utiliza a marca “Senador Coragem”, associando a candidatura à ideia de assumir posições e defender publicamente suas convicções.
O que dizem os números
O crescimento registrado na última pesquisa chama atenção principalmente quando comparado com a rodada anterior.
Em setembro, Eli Borges aparecia com 14,9%. Agora, chegou a 21,4%, um crescimento de 6,5 pontos. No mesmo intervalo, Eduardo Gomes passou de 36% para 37%; Alexandre Guimarães, de 24,5% para 26,1%; e Gaguim, de 22,7% para 24,4%.
Os números mostram, portanto, que Eli foi o candidato entre os principais nomes da disputa que mais avançou nesse intervalo específico.
Isso não significa, por si só, que a eleição esteja definida. A pesquisa mede intenções de voto no período em que foi realizada e não substitui o resultado oficial das urnas.
Mas revela uma mudança importante no cenário: a candidatura de Eli Borges ganhou espaço justamente nos últimos dias antes da votação.
A direita tocantinense diante das urnas
A questão agora passa a ser menos sobre quem utiliza o discurso da direita e mais sobre quem o eleitor identifica como representante desse campo político.
Eli Borges tenta responder a essa pergunta apresentando seu histórico parlamentar, suas posições públicas e seu alinhamento com pautas conservadoras.
A campanha aposta que essa combinação — atuação parlamentar, identidade ideológica e mobilização política — poderá transformar o crescimento registrado nas pesquisas em votos no dia 4 de outubro.
Nos palanques, a campanha procura mostrar apoiadores mobilizados e manifestações de identificação com suas bandeiras. No campo político, busca ampliar alianças e consolidar apoio entre setores conservadores e produtivos do Estado.
Na reta final, portanto, Eli Borges chega à eleição com uma candidatura que procura se apresentar de maneira bastante definida: um nome do Republicanos que reivindica para si a representação da direita tocantinense no Senado.
A decisão, entretanto, será do eleitor.
Nas urnas, cada tocantinense poderá escolher dois nomes para o Senado. E será o resultado desses votos que mostrará quais candidatos conseguiram transformar discurso, posicionamento, atuação parlamentar e mobilização política em representação efetiva no Congresso Nacional.
Eli Borges entra nos últimos dias de campanha tentando fazer justamente essa transformação: converter o crescimento apontado pela pesquisa e a mobilização de sua base em uma das duas cadeiras que o Tocantins terá no Senado a partir de 2027.

