Libertadores: River Plate vence o Boca Juniors e é campeão pela quarta vez

Copa Libertadores da América tem um novo campeão! Na edição mais longa e provavelmente mais confusa do torneio, o vencedor finalmente foi conhecido. E foi o River Plate, que, jogando no Santiago Bernabéu, em Madri, conseguiu a virada na prorrogação e superou o Boca Juniors por 3 a 1 e, como o primeiro jogo tinha terminado com um empate em 2 a 2, chegou ao seu quarto título continental. De quebra, a equipe ainda representará a América do Sul no Mundial de Clubes, que se inicia já durante essa semana.

Os gols do confronto foram marcados por Darío Benedetto, no final do primeiro tempo, abrindo o placar para o Boca e, por Lucas Pratto, empatando para o River já na segunda etapa, levando o duelo para a prorrogação. No tempo extra, foi o colombiano Juan Quintero quem decidiu.

O JOGO

A partida começou bastante estudada, com as duas equipes talvez estranhando o Santiago Bernabéu. Aos poucos, o Boca foi tomando conta das principais ações, com duas boas chances ainda nos dez primeiros minutos. Primeiro, Maidana tentou cortar o cruzamento de Olaza e por pouco não mandou contra o gol defendido por Armani. Na sequência, Izquierdos desviou cobrança de escanteio e a bola sobrou para Pablo Pérez, que bateu de voleio, com estilo, mas sem muita força, nas mãos do goleiro do River.

A primeira boa oportunidade dos ‘millonarios’ foi aos 19. Em cobrança de escanteio ensaiada, a bola chegou em Nacho Fernández, que bateu por cima.

Porém, o domínio voltou aos ‘xeneizes’. Aos 27, Nández recebeu falta bastante perigosa. Na cobrança, Benedetto bateu na barreira, mas a bola sobrou com Pablo Pérez, que chutou e a bola foi interceptada por Casco, antes de passar muito perto do gol de Armani. Foi a melhor chance do jogo até então.

E a melhor atuação do Boca foi premiada aos 44. Em contra-ataque mortal, Nández acertou excelente passe para Benedetto, que deu um lindo corte em Maidana antes de finalizar com categoria para abrir o placar no Bernabéu. Esse foi o 5º gol do atacante computando apenas as fases semifinais e finais da Libertadores.

Na volta para a segunda etapa, o River foi com tudo para cima. A primeira boa chance foi logo aos 2 minutos. Pratto ajeitou para Nacho Fernández, que chegou batendo de canhota e a bola passou perto do gol de Andrada. Aos 10, um lance confuso. Pratto recebeu e dividiu com o goleiro ao chutar, mas o árbitro marcou falta no lance.

E depois de participar de dois lances perigosos, Pratto foi recompensado com o gol de empate. Nacho Fernández tabelou com Palacios e deixou o ex-atacante de Atlético-MG e São Paulo na cara do gol. E ele não perdoou, empatando a decisão aos 23 minutos.

Mesmo que ainda faltassem mais de 20 minutos para o fim da partida, o empate “travou” as equipes, que, talvez para não correr grandes riscos, passaram o resto do jogo sem criar novas oportunidades, levando a decisão para a prorrogação.

PRORROGAÇÃO

No início do tempo extra, o Boca perdeu um de seus principais jogadores. Barrios cometeu falta em Palacios e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso. O fato de estar com um a mais em campo fez o River ter o domínio das ações. A melhor oportunidade foi aos 11. Pity Martínez cruzou da esquerda e Álvarez, de primeira, mandou por cima do gol.

No segundo tempo da prorrogação, o cenário se manteve o mesmo. E o River conseguiu o gol do título aos 5 minutos em um lance de muita calma. Depois de muitas trocas de passe, a bola chegou em Quintero, que ajeitou o corpo e chutou quase no ângulo, sem chances para Andrada.

O Boca ainda tentou e, no abafa, criou oportunidades, inclusive uma bola na trave, com Jara. Porém, com ose jogou todo ao ataque, ainda deu tempo para Martínez marcar o terceiro e decretar o título do River.

João Alberto

Jornalista: DRT 0008505/DF. Radialista, Escritor e Poeta

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